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CORDONBLEU: CHARME ATÉ NO NOME

A pronúncia do seu nome exige um leve biquinho feito com a boca no final da palavra. Porém, se aparentemente esse pássaro deveria ser enjoado e fresco, sua história e criação comprovam o contrário.

Cordonbleu. O nome chega aos ouvidos cheio de glamour. Contudo, esse pássaro, que com tal denominação poderia muito bem viver nos arredores do Sena, tem como habitat mais comum a África, sendo bastante conhecido do Senegal ao Mar Vermelho, e ainda junto ao sul da Rodésia. Nessas regiões, leva uma vida muito rústica, como os próprios habitantes locais. Em geral, vive em pequenos bandos, muito próximo às vilas, a até mesmo dentro delas. Seu ninho é construído basicamente de mato seco, e por vezes é encontrado no interior de árvores pouco elevadas, ou até mesmo nos telhados das cabanas indígenas, feitas de folha de palmeira. Em certas regiões, também é encontrado ocupando um ninho abandonado de vespas ou de Tecelões (um outro pássaro).
Se pelas "bandas"da África o Cordonbleu desfruta de ar livre e de uma vida até certo ponto primitiva, nos trópicos e mais especificamente aqui no Brasil, o Uraeginthus bengalus, nome científico desse passarinho,é criado apenas em cativeiro. No entanto, para que se reproduza, é preciso que a qualidade de sua alimentação seja muito boa. Assim, deve-se dar insetos, como as larvas de tenébrio, sementes, como o alpiste, painço e senha, e ainda verduras, tais como o almeirão, chicória e escarola. De "estômago cheio", o Cordonbleu vai estar sempre "forte e vigoroso", pronto para dar continuidade a sua espécie. Nessas condições, o pássaro torna-se uma companhia muito agradável, de reprodução relativamente fácil, e não requer grandes segredos e "habilidades" para ser tratado.
O Cordonbleu atinge a idade adulta com cerca de 3 meses. Como nessa idade é comum se namorar, com os passarinhos não é diferente. Namorinho de cá, namorinho de lá, a fêmea é fecundada e costuma botar de 4 a 5 ovos brancos. Ao final de 14 dias de incubação, para alegria do casal de pássaros, e mais do criador, nascem os filhotinhos.

CORDÃO AZUL

Cordonbleu, em francês, quer dizer cordão azul. Nada mais coerente que esse pássaro - que mede de 12 a 13cm, tenha essa cor na constituição da sua plumagem. O topo da sua cabeça é amarronzado, assim como as costas. A face, garganta, as duas laterais do peito e a cauda são azuis. A barriga apresenta um marrom acinzentado. O bico é branco, ligeiramente avermelhado na emenda". Para realçar o azul da face, o Cordonbleu ganha manchas vermelhas dos dois lados. Aliás, esse é o "toque" que diferencia o macho da fêmea. Ela não apresenta esse vermelho, e ainda é mais pálida que o macho.
Um passarinho que se assemelha bastante ao Cordonbleu é o Peito Celeste (Uraeginthus cyabocephalus). Ele possui o tamanho e a cores próximas ao do Cordonbleu. Apenas o seu azul "sobe" mais em direção ao topo da cabeça, e também não tem as manchas vermelhas.
Para quem quer ter uma ave ornamental bonita e simpática, O Cordonbleu se adapta perfeitamente às exigências. Apesar de possuir um canto discreto e longe de ser dos mais belos, sua aparência física e amabilidade compensam os poucos dotes "sonoros".

VIDA BOA

Os cuidados com "acomodações" O Cordonbleu, basicamente são os mesmos de outras criações de pássaros de porte semelhante.
Logicamente, quanto mais espaço se oferece ao passarinho, melhor. Uma gaiola de 50x30 atende bem às necessidades de um casal de Cordonbleu. A banheirinha com água para o banho, e outro pote com água fresquinha para beber são indispensáveis. Não se esqueça de colocar o pote num local protegido, onde não caiam fezes dos bichinhos.
Para o ninho, prenda uma tira de capim seco nas grades da gaiola - o barba de bode é uma boa pedida. É importante que se coloque a gaiola num local longe de correntes de vento, e relativamente protegido do frio. A higienização do habitat do Cordonbleu também deve ser levada a sério. Faça a limpeza da bandeja da gaiola, no mínimo dia sim, dia não. Isso evita o acúmulo de bactérias, e consequentemente, focos de doenças.

Reportagem e redação: Mônica Régia Kato
Foto: Arnaldo Bento
Prop.: Avicultura Zoofish Ltda


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