CARDEAL DA VIRGÍNIA
Muito apreciado pela plumagem vermelha. Símbolo do
estado da Virgínia, EUA, de onde ele é procedente, este pássaro
é muito procurado pelos criadores por causa de sua cor quase pura.
Os
Cardeais são predominantemente vermelhos e é por causa de sua cor,
a mesma das roupas usadas por estes religiosos, que têm esse nome; mas o
cardeal da Virgínia macho é o que tem a plumagem de um vermelho
mais puro, exceto pelas asas que são vermelho-amarronzadas. O bico também
é vermelho, cercado por uma área preta. A fêmea é
marrom no todo; nas asas e na cauda aparecem penas avermelhadas; e tem o bico
vermelho. Tanto o macho como a fêmea possuem topetes vermelhos que se eriçam
quando a ave fica excitada, dando um toque especial a sua silhueta.
O Cardeal da Virgínia tem um canto simples e agradável
e as fêmeas também cantam. Seu temperamento é ameno, exceto
no período da reprodução, quando vivem aos pares e o macho
se mostra muito agressivo, travando combates, muitas vezes em pleno vôo.
Com o nome científico de Cardinalis cardinalis,
é encontrado nos EUA, onde é símbolo de sete Estados,
inclusive da Virgínia, no México e na Guatemala. Parece ter sido
recentemente introduzido no Uruguai, onde se teria aclimatado e de onde
chegariam pequenas quantidades para venda no comércio especializado de
algumas cidades brasileiras.
Eles vivem em regiões entremeadas de bosques e de
campos, alimentando-se de sementes, insetos e bagas. No outono formam pequenos
bandos e nos invernos suaves não se afastam de sua região; nesta época,
freqüentemente, visitam as fazendas em companhia de outras aves sedentárias,
em busca de alimento.
As fêmeas constróem seus ninhos não
longe das habitações humanas, em arbustos ou árvores, com
folhas, talos e raízes. A postura é de dois a cinco ovos e a
incubação é feita pela fêmea em 11 ou 12 dias.
Nas regiões mais ao Norte, os casais raramente se
reproduzem mais de uma vez ao ano, mas no Sul, eles geralmente se acasalam por
três vezes. Ambos os pais se ocupam criação dos filhotes,
cujo desenvolvimento é extremamente rápido; em cerca de 15 dias já
estão prontos para voar.
No Brasil este Cardeal só existe em cativeiro, mas já
foram anotadas três posturas num período de reprodução
deste pássaro.
No cativeiro, podem ser mantidos em gaiolas individuais, mas
estas devem ser espaçosas (no mínimo 80 cm de comprimento). Já
foram registrados casos de exemplares que viveram mais de vinte anos em
cativeiro. Entretanto, é comum perderem o brilho e a intensidade da cor
após sucessivas mudas; por isso, deve-se fornecer-lhes com certa
regularidade cenoura e pimentão vermelho para minimizar o problema.
É um pássaro, que pode ser colocado em viveiro
exposto ao tempo. Aliás, pela sua constante movimentação, e
pelo seu porte (23cm de comprimento, incluindo a cauda), é ave mais para
viveiro do que para gaiola. Para se tentar obter a reprodução em
cativeiro, deve-se colocar apenas um casal em cada recinto; já se obteve
reprodução em gaiolas de 1.00 x 0,50 x 0,50m, mas é bem
mais difícil do que em viveiro.
Deve-se colocar uma ou duas caixas de madeira abertas na
frente, na parte mais alta do viveiro, protegidas adequadamente. Também
pode ser tentados ninhos de corda, do tipo usado para canários. Deve-se
colocar, em lugar protegido, material para a confecção do ninho,
como capim, folhas secas, raízes, talos, barbante desfiado cortado em
pedaços de mais ou menos 10cm. Em julho, agosto ou setembro, coloca-se o
macho sozinho no viveiro. Duas ou três semanas após, aproxima-se a
gaiola da fêmea, para que o macho vá se habituando e sendo
estimulado pela presença dela. Quando houver a certeza de que os dois já
estão bastante familiarizados e se aceitam mutuamente, deve-se soltar a fêmea
no viveiro onde se encontra o macho, de preferência pouco antes do
anoitecer.
COMO CUIDAR
Alimentação: alpiste, painço,
sementes de girassol, pepino, folhas verdes e frutas. Semanalmente fornecer
algum alimento vivo (larvas de Tenébrio, pequenos grilos verdes). Água
limpa para beber e para o banho, trocada diariamente. São indispensáveis
areia e osso de siba. Os filhotes devem ser alimentados quase que exclusivamente
com insetos e ovos cozidos passados na peneira com farinha de rosca; larvas de
Tenébrio e pequenos gafanhotos; pão amanhecido embebido em leite
depois de espremido e enriquecido com gema de ovo também pode ser
tentado, mas não deve permanecer muitas horas à disposição
dos pássaros pois azeda com facilidade nos dias quentes.
Média de vida: 12 anos.
Reprodução: a fêmea põe dois ou três
ovos em média e a incubação dura aproximadamente 11 dias.
Na altura dos 35 dias, os filhotes estarão independentes.
Matéria baseada em texto especialmente escrito
para Cães & Cia por Joaquim da Silva Carvalho, da SOB.
Redatora: Theresa Linhares.
Foto: Luiz H. Mendes.
Prop.: Joaquim de Carvalho, SP.
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