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E AS VENDAS?
Quando o assunto é Papagaio, a reprodução
em cativeiro não é propriamente uma missão impossível,
mas requer certas manhas (veja Como Criar). Dos 13 criadouros registrados
e entrevistados por Cães & Cia, nove já
obtiveram sucesso na procriação dessas simpáticas e
falantes aves.
Para alegria dos futuros compradores, entre os
pioneiros em conseguir a reprodução de Papagaios no Brasil
estão os três criadouros que já podem vender seus
exemplares e os outros três que, no decorrer desta reportagem, se
preparavam para tanto (veja Para Saber Mais).
E as vendas até agora? Elas têm crescido
bastante, mas estão longe de ser numerosas. Os criadores comerciais
que podem vender estão com uma perspectiva otimista, mas ainda
contam nos dedos os papagaios já vendidos. Há basicamente
dois motivos que justificam essa tímida movimentação
do mercado.
A reduzida oferta é um deles. O outro é fácil
de adivinhar. Se é fato indiscutível que as pessoas, na
maioria, desconhecem a viabilidade de adquirir Papagaios de forma
legalizada, como poderiam fazê-lo?
A pequena parcela da população que sabe
dessa possibilidade, acha que se trata de um processo complicado, cercado
de demoradas negociações com o Ibama. Isso já foi
verdade.
Porém, com a Portaria 117, mudou.
Antes dela,
mesmo quem não queria criar mas, sim, apenas manter um ou alguns
papagaios como bichos de estimação precisava se tornar um
criador conservacionista.
Hoje, os pretendentes a proprietários
só precisam guardar a nota fiscal da compra, comprovando que ela
foi feita em um criadouro autorizado a vender.
O desconhecimento sobre a regulamentação
do comércio não tem fronteiras. Inclui a grande imprensa,
que deveria divulgar tal regulamentação.
Inclui a polícia,
que deveria parar de apreender animais regulamentados e de levar seus
responsáveis para prestar esclarecimentos na delegacia. Inclui os
pet shops, que, conforme prevê a Portaria 117, poderiam facilmente
atuar como revendedores e se beneficiar bastante com isso.
Vamos aos
exemplos. O jornal O Globo, do Rio, recusou há pouco mais de quatro
meses o anúncio de um dos maiores criadouros comerciais do País,
o Rostan.
"O departamento comercial alegou que não
poderia promover esse comércio por julgá-lo proibido",
conta um dos diretores do criadouro, Stanislau Szaniecki. No mês de
julho, a revista Veja foi categórica ao sentenciar multas e até
prisão a todos que comercializassem ou mantivessem animais
silvestres brasileiros.
Quanto aos pet shops, a maioria não está
vendendo papagaios pois acha que é ilegal. "O conceito que
ainda predomina, inclusive entre os lojistas, é de que do pelo
jornal, foi ao Ibama solicitar a divulgação da portaria na
grande imprensa.
A iniciativa deu resultado. Desde então, pelo
menos um criadouro, o Sítio Rodeo Drive, tem anunciado no mesmo
jornal.
Alba Regina, que quase perdeu duas Araras, na última
vez que prestou esclarecimentos à polícia, conseguiu que o
delegado enviasse cópia da portaria às demais delegacias da
Barra. Já faz alguns meses que a Birds & Company expõe e
vende seus Papagaios e outros silvestres brasileiros sem problemas com a
polícia. Já que deu certo, vale como dica.
Quem
pretender vender silvestres da nossa fauna precisa se certificar de que o
distrito policial da sua região conhece a Portaria 117 do Ibama.
Outra medida providencial é esclarecer o público com placas
nas vitrines e dentro das lojas. Muitas vezes, as denúncias partem
de gente que também desconhece a norma.


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