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COMO CRIAR
Uma alimentação balanceada é
fundamental para a saúde de qualquer animal. Influi, entre outras
coisas, na sua disposição em procriar e na resistência
de seus filhotes.
No caso dos Papagaios adultos, comida em pouca
quantidade significa interrupção na reprodução.
Seu instinto natural percebe que os filhotes, caso nasçam, passarão
fome e morrerão.
Comida em excesso, por sua vez, causa
obesidade, o que também dificulta a reprodução. Por
dia, a quantidade ideal de comida para um Papagaio equivale a cinco por
cento do peso de seu corpo (cerca de 450 g), divididos em duas refeições.
Como há muito desperdício durante a alimentação,
ofereça cerca do dobro da dose correta por refeição.
O balanceamento básico da dieta de um Papagaio deve ser
composto por 14 por cento de proteínas e três por cento de
gordura, não mais que isso.
No Brasil, a maioria das pessoas
opta por oferecer uma dieta variada, composta por frutas, verduras,
legumes, sementes e ração. No entanto, recentemente,
chegaram ao mercado rações importadas específicas
para Papagaios, como a Pretty Bird, que substituem por completo a
necessidade de outros componentes.
Reprodução: De forma geral, a partir de
quatro ou cinco anos, os Papagaios estão sexualmente maduros. A época
de reprodução ocorre de outubro a fevereiro. Veja o
passo-a-passo para tentar a reprodução.
1) Faça um exame de sexagem, porque entre os Papagaios não
há distinção visível entre macho e fêmea.
Os métodos mais utilizados atualmente são a laparoscopia e o
teste de DNA.
Algumas universidades brasileiras, como a USP, estão
equipadas para realizá-los. Sobre o exame de DNA, também é
possível fazê-lo através do envio do material (gotas
de sangue ou penas da ave) pelos Correios.
O Laboratório
Unigem Zoológica, em São Paulo, executa esse serviço.
2) Por determinação do Ibama, as aves são
anilhadas ou "microchipadas". Use o código dessas
identificações para criar um cadastro, especificando qual
ave é macho ou é fêmea.
3) O ideal é ter vários
exemplares, tanto machos como fêmeas, para soltá-los juntos
em um grande viveiro. Isso possibilita que os casais se escolham, um
costume natural dos Papagaios.
Quando dois exemplares começarem
a voar juntos é sinal de que se escolheram. Certifique-se de que a
dupla é formada por um macho e uma fêmea (há casos de
duplas formadas só por machos ou só por fêmeas).
Se
você tem só um casal, a reprodução é
mais difícil, mas pode ser tentada.
4) Junte o casal em um
viveiro de cerca de 1 m x 0,8 m a 1,2 m x 2 m (altura, largura e
comprimento). A área não muito grande faz com que se sinta
protegido, contribuindo para o acasalamento. Evite barulhos e movimentação
de pessoas no local. Coloque um ninho externo, cuja abertura permita o
manejo e a visualização do seu interior.
O que tem
formato em "L" é o mais comum. É recomendável
que seja de madeira, pois atua como isolante térmico. O feito de
metal, por exemplo, em regiões quentes esquenta demais e pode matar
os embriões nos ovos.
Faça uma armação de
tela em volta do ninho de madeira, evitando que os Papagaios biquem o ni
nho, abram um buraco e fujam. Forre o piso com areia e raspas de serpilha
grossa ou pedaços de troncos de eucalipto seco.
5) Após
tudo isso, só resta aguardar. Se macho e fêmea estiverem
afinados, o comportamento deles será alterado. O macho levará
comida para a fêmea no ninho. Ela, por sua vez, ficará mais
tempo aninhada.
O casal dormirá junto e trocará comida
na boca. Ao notar essas mudanças comportamentais, passe a verificar
se há ovos no ninho.
6) Quando houver ovos, pode-se optar pelo
sistema natural, no qual os filhotes nascem em companhia dos pais, ou pelo
sistema de chocadeira, usado pelo Rostan. Tanto num caso como no outro, a
eclosão leva cerca de 26 dias. O sistema de chocadeira pode
aumentar a produção.
Se o ovo for retirado rapidamente
assim que a fêmea o botar, ela logo em seguida coloca outro.
Outra
vantagem da chocadeira é evitar a quebra dos ovos, muitas vezes
ocasionada pelos pais.
Caso a opção seja pelo sistema
natural, mantenha pai e mãe juntos, pois ambos cuidam dos filhotes.


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