No peito, sua plumagem é zebrada. Não é muito difícil distinguir os sexos neste pequeno pássaro de origem australiana. O macho tem a testa arroxeada e uma mancha roxo-escura no papo, enquanto a fêmea não possui estas marcações. Este pequeno pássaro de origem australiana tem uma coloração que combina marrom, branco e roxo. Há muito vem sendo criado no Brasil como em outras partes do mundo, mas dificilmente é encontrado à venda nas aviculturas.
Criado
em cativeiro em várias partes do mundo, principalmente pelos apreciadores
de pássaros exóticos, o Modesto ou Diamante Modesto (Aidemosyne
modesta) na natureza não é muito comum. Na Austrália,
país de origem, é conhecido como uma ave mansa e domesticável.
Por sua docilidade, talvez seja um alvo fácil para animais predadores.
O Modesto tem as costas numa tonalidade marrom com pintas brancas e a parte inferior é zebrada, em branco e marrom novamente. O macho tem a testa arroxeada e uma mancha em roxo-escuro no papo, sinais que marcam o seu sexo.
Graças à diferença de cores entre o macho e a fêmea, a separação de casais para o acasalamento fica bem mais fácil. Basta conservar um casal em cada gaiola e esperar que o namoro aconteça, naturalmente. No Brasil, a melhor época para isso vai de janeiro a setembro.
Embora a criação também possa acontecer em viveiros, aconselha-se como ideal o uso de gaiolas-avoadeiras, encontradas no mercado com o nº 3 (70 cm x 30 cm x 40 cm).
Há um ninho próprio, de madeira, todo fechado (tipo Manon) cujas dimensões são 13 x 13 x 13 cm, no formato de um cubo. A face interna do fundo é ligeiramente côncava, existe uma entrada lateral para a ave, e a parte superior é móvel, como se fosse uma porta.
Na época da reprodução costuma-se colocar algumas ramas de capim meio verde (o Barba-de-bode, por exemplo) à disposição do casal, que serão usadas para um acabamento do ninho. A fêmea bota de 4 a 6 ovos, todos brancos. Depois, o mancho ajuda no choco e, em 12 dias, nascem os filhotes.
Mas a criação com os próprios Modestos não é muito fácil; são pássaros suscetíveis a qualquer distúrbio e prontamente abandonam os ovos ou filhotes novos. Para se obter mais sucesso, é bom que se tenha alguns casais de Manon (Lonchura doméstica), que servem de ama-seca. Os Manons criam com absoluta facilidade.
Embora não seja tão simples, a operação costuma dar certo. Inicialmente, trata-se de providenciar 3 casais de Manons para cada casal de Modesto. Esta proporção é necessária, basicamente por dois motivos. O primeiro deles é que uma fêmea que não choca tem um número de posturas maior que o normal, o que significa trabalho para mais de um casal de Manons. O segundo diz respeito à escolha da ama-seca mais adequada. Deve-se usar sempre uma fêmea Manon que tenha feito sua postura em dias coincidentes ou próximos à postura do Modesto.
Pela manhã, enquanto a fêmea Modesto sai do ninho, o criador observa, pela tampa superior, e verifica como vai a postura. Cada ovo posto é retirado do ninho antes começar a ser chocado. Para que a fêmea não estranhe o fato e interrompa a postura, ele é substituído por um ovo falso, chamado indez, que é vendido nas lojas de pássaros (neste caso, a maioria dos criadores inutiliza os ovos do Manon). Os ovos do Modesto vão sendo guardados em uma caixinha com serragem ao fundo, em lugar quente e arejado. Ali, são girados ao menos uma vez ao dia, de forma que a face que estava voltada para cima fique para o lado de baixo, e assim consecutivamente, impedindo que a gema venha a se colar a um dos lados internos da casca, o que inutilizaria o ovo.
Terminada a postura, saem da caixinha e vão para o ninho do Manon, de onde são retirados os ovos falsos que lá estavam, começando assim, todos juntos, a incubação de 12 dias.
Como se fossem verdadeiramente seus, o Manon criará os filhotes até que se tornem independentes. O casal de Modesto, por sua vez, vai cruzar novamente, livre que está de outras responsabilidades, o que resultará em um maior número de filhotes, por ano.
Média de vida: de 8 a 10 anos.
Porte: aproximadamente 11 cm.
Alimentação: é granívoro, ou seja,
alimenta-se de sementes. Ofereça principalmente alpiste e painço.
Na época da criação acrescente uma mistura de gema de ovo
cozido bem como folhas de verduras frescas (escarola e almeirão).
Instalações: logo que os pássaros se tornem
independentes, o que ocorre por volta da quinta semana de vida, já podem
ser separados, aos casais, em gaiolas próprias. Ao complementarem o 1º
ano de vida estarão adultos.
Higiene e saúde: conserve a gaiola sempre limpa, em lugar
claro (pode receber sol) e arejado, mas sem qualquer corrente de vento. Na época
da muda (logo depois da reprodução) é bom acrescentar
alguma vitamina (que pode ser adquirida nas lojas) junto com a alimentação
normal. Comida sempre fresca e água (do bebedouro e da banheira) limpa,
trocada diariamente.
Observação: os Manons recebem o mesmo tratamento que
os Modestos.
Matéria baseada em dados fornecidos pela SOB (Sociedade Ornitológica Bandeirante) e em entrevista com Paulo Fernando Flecha. Redator: Eugênio Bucci.
Foto: Pedro Todorovic Filho.
Prop.: Avicultura Pamplona, SP.

