PINTASSILGO DA VENEZUELA

Vivacidade e canto melodioso. Ele tem um canto melodioso, adapta-se facilmente ao lugar onde vive e, através de cruzamentos com canárias, produz o procurado canário "vermelho".
Com seu colorido marcante, o Pintassilgo macho é facilmente distinguido da fêmea, que não tem a mesma predominância de vermelho vivo na plumagem.

 

O Pintassilgo da Venezuela pertence a um grupo de pássaros de gaiola que está entre os mais conhecidos e desejados de todo o mundo. Ele se destaca pela melodia do canto, pela suavidade do temperamento e pela adaptabilidade à vida doméstica. Seu canto lembra muito o do Pintassilgo brasileiro; com gorjeios alegres e sonoros; cheio de vivacidade, ele está sempre saltitando na gaiola, enchendo de vida o ambiente onde for colocado e ao qual se adapta com facilidade e sem maiores exigências.

O Carduelis cucullata ficou conhecido pelo nome de Pintassilgo da Venezuela porque era abundante neste país, na região ao norte da Cordillera, e também porque porque a Venezuela foi o país que mais exportou estes Pintassilgos. Na natureza, é encontrado também no nordeste da Colômbia e em Trinidad, sendo que nesta ilha o registro de sua existência é bastante escasso. Ele habita regiões tropicais, de vegetação bem aberta, cobertas de capim e moitas de arbustos; na Venezuela, em regiões relativamente áridas, com altitude variável entre 300 e 400 metros.

Este pássaro tem cerca de dez centímetros de comprimento. O macho tem a cabeça, a garganta e a cauda pretas e asas também pretas com mancha vermelha. O restante do corpo é vermelho, exceto o centro do abdômen, que é branco. A fêmea tem cor geral marrom tingido de vermelho; lados da cabeça e garganta acinzentados; cinza-escuro na cauda e nas asas, estas com barras cor de laranja; lados do peito também cor de laranja e partes inferiores esbranquiçadas.

Um aspecto que o destaca, na Canaricultura, de outros Pintassilgos seus parentes é o fato de ele ser o introdutor do fator vermelho nas cores do Canário doméstico. Assim, ele também tem sido muito valorizado por criadores de canários que se utilizam do macho, fazendo acasalamentos com canárias para obter linhagens de canários "vermelhos", que já há alguns anos dominam o mercado específico da Canaricultura (o Canário vermelho tem um fator genético para esta cor; mas ele só a mantém com uma alimentação à base de caroneto).

Também por este fato ele é um pássaro raro na natureza, devido à perseguição que lhe foi movida no passado. Entretanto, hoje existem leis severas de proteção, em particular na Venezuela, visando a assegurar a sobrevivência da espécie em liberdade. Além disso, em face da sua progressiva raridade, os criadores começaram a se interessar pela sua reprodução em cativeiro, já não só em cruzamentos com canárias, mas também com fêmeas de sua própria espécie. Assim, se ele vier a se extinguir na natureza, apesar das precauções tomadas, pelo menos continuará enfeitando as gaiolas dos criadores com sua cor rica e seu canto melodioso.

CUIDADOS PARA A CRIAÇÃO

Média de vida: 10 anos.
Alimentação: a alimentação básica é constituída por grãos (alpiste, painço, níger, colza) e verduras (couve, pepino, almeirão). Osso de siba pode ser oferecido em qualquer época do ano, e larvas de Tenébrio podem ser tentados no período de reprodução, para os filhotes, cuja alimentação normal deverá ser acrescida de papa de pão amanhecido com gema de ovo, ou gema de ovo passada na peneira com farinha de rosca.
Instalações: este pássaro se sente bem em gaiolões usados para Canários (70cm de comprimento x 30 cm de largura x 30 cm de altura) onde um casal pode viver. Não se deve esquecer da areia do rio lavada e da água limpa e fresca trocada diariamente, para beber e para banho.
Saúde: é bastante resistente, não exigindo maiores cuidados além de comida fresca e água limpa.
Reprodução: no Brasil, ele tem-se reproduzido em gaiolões próprios para Canários, no período compreendido entre setembro e fevereiro. Coloca-se um casal em cada gaiola, com dois ninhos pequenos de corda, no alto, um em cada canto. A fêmea escolherá um deles; o outro será desmanchado por ela, e o material, utilizado na complementação do ninho escolhido. Ela fará duas ou três posturas, com dois ou três ovos em cada uma delas; se, ao invés de ela chocar, colocarem-se os ovos com uma "ama" canária, é possível que o número de posturas por temporada chegue a quatro. A incubação dura de 12 a 14 dias e os filhotes saem do ninho com 30 ou 35 dias.

Matéria baseada em texto escrito por Joaquim da Silva Carvalho, e em entrevistas com Paulo Fernando Flecha, da Sociedade Ornitológica Bandeirante. Redatora: Theresa Linhares.

Foto: Arquivo Petbrazil

 
 
em@il: PETBRAZIL