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BULDOGUE: CADA VEZ MAIS POPULAR

O fã-clube desse tranqüilo cão britânico só aumenta. Saiba como é conviver com ele .

O fato de ser - se não a mais - uma das mais caras raças caninas de todo o mundo não tem impedido o Buldogue Inglês de ampliar consideravelmente sua representatividade na cinofilia nacional (veja quadro Escalada da raça no Brasil).
Demonstrando tendência de crescimento há pelo menos 20 anos, o cão baixinho e troncudo, que na década de 80 não chegava a registrar no País nem cem nascimentos anuais, avançou, avançou e acabou por atingir, em 1999, um patamar bastante significativo na criação brasileira: com 607 filhotes registrados, ele entrou para o grupo das 30 raças com maior número anual de nascimentos.
Propagandas de TV, aparições em programas de grande audiência, melhoria nas técnicas e nos resultados dos - tão utilizados na raça - métodos de inseminação artificial certamente são alguns dos fatores que contribuíram para a maior disseminação do Buldogue no nosso país.
"Especialmente de três anos para cá, a procura pela raça e a quantidade de criadores tem aumentado notavelmente", observa o criador há 13 anos, Gilmar Barros, também presidente do recém-fundado Bulldog Club do Brasil.
"A necessidade de organizar uma entidade especializada na raça se deu exatamente em função de sua maior popularização, tanto que um dos nossos principais intuitos é o de orientar os novos donos e novos criadores, esclarecendo dúvidas sobre manejo e convívio", informa.

JEITO DE SER

Já deixou de ser revelador que a braveza do Buldogue Inglês de hoje é só cara e não coração.
Ele é exemplo de sociabilidade e docilidade com as pessoas em geral.
E com crianças, sejam conhecidas ou não, costuma ser especialmente carinhoso.
"O Buldogue parece ter uma atração natural pela criançada", afirma a criadora há seis anos, Sonia das Graças Laureano Bloes.
"Alguns dos meus exemplares, quando vêem que os amigos dos meus filhos pequenos estão em casa, chegam a ficar inquietos no canil; aí basta soltá-los para correrem em direção aos meninos", conta ela.
"Aceitam pacificamente tudo, até puxão de orelha; por isso quem tem criança deve ficar de olho para ver se o cão não está sendo incomodado demais", comenta Stellamaris Rodrigues, que cria a raça há cinco anos.

Ainda que afetuoso com todos, o Buldogue tende a eleger alguém como dono principal. "Com essa pessoa, ele se relaciona de forma mais próxima e dependente, demonstrando maior alegria quando a vê chegar e procurando ficar sempre ao lado dela", exemplifica Sonia.
"Uma de minhas fêmeas, quando engravida, chega ao ponto de só comer se eu estiver junto", ilustra.Aos que gostam de cães bem sossegados, a raça tem tudo para agradar.
O grau de atividade de um típico Buldogue Inglês está no nível mais baixo que se pode encontrar na espécie canina.
Em dois consagrados livros que avaliam o comportamento de diversas raças - The Right Dog for You, de Daniel Tortora, e The Perfect Puppy, de Benjamin e Lynette Hart - nenhum cão é classificado como menos ativo do que o Buldogue.
"Ele realmente aprecia o ócio, passa a maior parte do tempo quieto, dormindo ou relaxando", conta Stellamaris.
"É claro que a raça tem seus momentos de maior pique e, nessas ocasiões, curte uma corridinha ou brincadeira, mas realmente dura pouco", observa Sonia.
"Os filhotes, naturalmente, tendem a ser mais ativos; porém, via de regra, se comparados aos filhotes da maioria das raças são bem mais tranqüilos", avalia a criadora de Buldogues e Malteses, Letícia Fernandes Leite. Esse sedentário jeito de ser faz do Buldogue uma ótima opção para quem mora em apartamento ou local com espaço reduzido.
"Além de ser calmo, o que já o torna adaptável a ambientes internos e pequenos, ele é um cão silencioso, que late pouquíssimo, e que também não precisa ser muito exercitado", comenta Gilmar.
"Passeios diários ou mesmo a cada dois ou três dias são mais do que suficientes para um Buldogue manter-se em boa forma física", acrescenta Stellamaris.
"Mais do que isso é até contra-indicado, pois a raça tem a estrutura pesada e a cara achatada; se fizer atividade demais, sente dificuldade respiratória, o corpo fica exageradamente aquecido e o cão pode até morrer", adverte a criadora. RAÇA CARA: UM BULDOGUE CUSTA NO MÍNIMO R$ 1.200 E PODE CHEGAR A MAIS DE R$ 7 MIL

 


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