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CANE CORSO

497 registros em cinco anos

Esse imponente guardião tem um longo passado dedicado à proteção. O Cane Corso compartilha com o Mastim Napolitano um mesmo antepassado milenar: o antigo molosso romano.
A diferença entre os dois é o físico mais elegante do Cane Corso, que nem por isso deixa de ser robusto e musculoso.
“Comparado com outros molossos, o Cane Corso é mais ágil e atlético”, afirma Sandra Kaufman (veja mais dados no quadro Consultores).

Capaz de matar um urso ou um touro, o Cane Corso já foi cão de caça de grandes animais, como o javali, atuando em confrontos corpo a corpo.
Pastoreou gado e escoltou manadas para protegê-las de predadores e bandidos, foi usado como cão de luta, como cão protetor de coletores de impostos, além de ter guardado por séculos áreas rurais na Itália. Guardião eficaz, tem um estilo alerta e pouco rumoroso de fazer a guarda.

No dia-a-dia, diferentemente de outros molossos que preferem ficar descansando, o Cane Corso aproveita cada estímulo para ir de um lado a outro.
Adora, por exemplo, acompanhar o dono ou ir inspecionar a causa de um ruído atípico.
Mas, dado o porte avantajado, quando submetido a esforço físico muito intenso, se cansa mais rapidamente que cães mais leves.

Quase extinto no final da Segunda Guerra Mundial, o Cane Corso foi recuperado na década de 70 e reco nhecido provisoriamente pela Federação Cinológica Internacional (FCI) em 1996.
É usado hoje principalmente como cão de guarda.

Desconfiar de estranhos é uma atitude típica do Cane Corso. Em sociedade, é importante habituá-lo a ficar tranqüilo na presença de desconhecidos amigáveis, já que seu ataque pode ser devastador.
Por ser uma raça que demonstra segurança e equilíbrio, o Cane Corso socializado sabe se comportar adequadamente, sem perder a capacidade de perceber quando alguém age de modo anormal.
É também um bom aprendiz de comandos, quando se sabe liderá-lo.
Os exemplares mais dominantes precisam de donos com pulso firme, experientes na lida com cães de temperamento forte
(veja em www.caes-e-cia.com.br/sabermais/volhard.htm um teste para a escolha de filhote de acordo com o grau desejado de dominância)
.
Quem pretende treinar o Cane Corso para defesa e para o ataque sob comando precisa ser especialmente precavido – não deixar o cão nas mãos de profissional inexperiente ou de reputação duvidosa.

O maior plantel do mundo de Cane Corso está na Itália, país de origem da raça. Em 2003, foram registrados 3.253 exemplares no Ente Nazionale della Cinofilia Italiana (ENCI), o que corresponde à 12 a posição em registros. “
Em toda a Europa, a raça tem crescido bastante, em criações baseadas em exemplares italianos”, informa Piero D'Orsi, presidente da Società Amatori Cane Corso (SACC).
Fundada em 1983 –
onze anos antes do reco nhecimento oficial da raça pela ENCI –, a sociedade reúne aproximadamente 600 sócios.
Um dos títulos que oferece é o de Campeão Social.
Para obtê-lo, o exemplar precisa mostrar indiferença a estranhos inofensivos e a disparos, além de defender o condutor de ameaça.

No Brasil, a criação da raça começou quando, há quase uma década, o apresentador Fausto Silva, ao ver um Cane Corso na Itália, teve a atenção despertada pelas características físicas, de temperamento e pela tradição desse cão. Ganhou um filhote e o trouxe para o Brasil. Nos anos seguintes, Faustão passou a visitar canis da raça em passeios pela Itália.
“Ele trouxe ao todo nove exemplares para o nosso país”, comenta Sandra Kaufman, do Canil Jomaiana, que teve sociedade com Faustão na criação do Cane Corso.

A partir do final da década de 90, canis brasileiros começaram a fazer importações, principalmente da Itália.
“Por ser o Cane Corso criado seletivamente há pouco tempo, encontram-se no plantel exemplares com claras dife renças, tanto no Brasil como no país de origem”, diz Eduardo Luiz de Oliveira.

As cores permitidas são a negra (cor de pantera); cinza nas tonalidades chumbo, ardósia e clara; fulvo (creme, variando a tonalidade); e tigrada, com presença de fulvo ou cinza.
Nos fulvos, há uma máscara que pode ser cinza (o exemplar é chamado de frumentino) ou preta. Nos tigrados, a máscara aparece também e é principalmente negra.
Em ambas as cores, ela nunca deve ultrapassar a linha dos olhos.
É admitida a presença de branco nas pontas dos dedos e no peito, bem como uma listra branca na cana nasal.

Nos três primeiros dias de vida, o costume é cortar a cauda do Cane Corso na quarta vértebra e, a partir dos dois meses de idade, amputa-se as orelhas dele para adquirirem formato triangular.

FICHA DA RAÇA

Outros nomes: Cão Corso, Corso Dog, Corso Hund, Chien de Forte Race, Italian Mastiff.

Classificação CBKC/FCI: Grupo 2, Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas; seção Molossóides; tipo Mastife.

Usos: guarda, defesa e companhia.

Porte: 64 a 68 centímetros (machos) e 60 a 64 centímetros (fêmeas); 45 a 50 quilos (machos) e 40 a 45 quilos (fêmeas).

Pelagem: curta, brilhante e bem fechada, com ligeiro subpelo.

Ambiente ideal: externo.

Exercício: diário, de intensidade moderada (caminhadas de no máximo 40 minutos ).

Cuidados especiais: Não exige.


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