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DOGUE DE BORDEAUX

723 registros em cinco anos

Com uma das mais expressivas cabeças da espécie canina, este molosso de origem francesa é ainda pouco conhecido por aqui.
“É comum sair com os meus Dogues de Bordeaux para passear e ouvir que são Pit Bulls maravilhosos, Shar Peis muito grandes ou Boxers diferentes!” brinca Cristina Arantes (veja qualificação dos entrevistados no quadro Consultores)

Relativamente nova no país, a raça teve a primeira ninhada brasileira registrada em 1995. Desde lá, o crescimento foi significativo. A criação já se estende por nove Estados e vem aumentando a olhos vistos: nos últimos cinco anos a quantidade de filhotes registrados duplicou (veja gráficos) .

Grande parte do sucesso do Dogue de Bordeaux vem da aparência de poucos amigos — cara de mau em físico que impõe respeito – em contraste com a docilidade com as pessoas da família e o inabalável amor pelo dono. O responsável pela cara nada amigável é um acentuado prognatismo (dentes da frente da arcada inferior que se fecham adiante dos da superior).

Desde muito jovem o Dogue de Bordeaux faz vigilância, revelando grande instinto protetor. Ele mantém a valentia de seus ancestrais que, séculos atrás, lidavam com gado, lutavam contra touros em arenas e caçavam ursos, mas tem o temperamento muito amenizado.

“A versão moderna da raça se caracteriza por ser equilibrada, sensível e com uma capacidade incrível para estar com as crianças”, diz Andrea Soares. “É um cão que se porta como um gigante equilibrado, muito seguro de si mesmo e que diante de estranhos se mostra desconfiado mas tranqüilo, entrando em brigas apenas se for ameaçado ou se a vida dos entes queridos correr perigo.”

Nos Estados Unidos, a raça pode ser registrada desde 1996 no AKC'S Foundation Stock Service (FSS), do American Kennel Club (AKC), um serviço para raças que pleiteiam reconhecimento. Em janeiro de 2004, o Dogue de Bordeaux foi incluído pela FSS na categoria AKC Companion Events , concedida a raças em situação promissora. Um dos prérequisitos, por exemplo, é haver clubes especializados em pelo menos 20 Estados. Alguns canis norte-americanos têm registrado Dogues de Bordeaux excepcionais no México ou em países ligados à Federação Cinológica Internacional, entidade que reconhece a raça desde 1954.

O maior pólo de criação do Dogue de Bordeaux é a França, seu país de origem. Lá receberam pedigree 841 filhotes em 2003, o que posicionou a raça no 49º lugar em registros, entre 273 raças.
Na França, um teste de aptidões naturais é realizado pela Société des Amateurs de Dogues de Bordeaux (SADB —www.sadb.org), entidade com 650 sócios contribuintes.
São duas provas para exemplares com 8 a 36 meses de idade. Uma avalia o caráter (instinto de guarda e de defesa, coragem, estabilidade emocional e sociabilidade) e a outra verifica se o cão está saudável quanto à movimentação e à resistência, em percurso de aproximadamente 200 metros (o dinamismo no trote e galope indica a situação da ossatura e das articulações e a respiração indica a capacidade respiratória e freqüência cardíaca). “
O cão excessivamente cansado, que respira com chiados, é fortemente penalizado”, diz Christian Porries, responsável pelo teste na SADB.
“Dos cerca de 1.600 Dogues de Bordeaux testados desde o início em 1984, 29,4% obtiveram qualificação excelente, 46,2% aceitável e 24,4% não foram aprovados”, informa.
O amadurecimento do Bordeaux é lento. A massa muscular se completa somente aos três anos de idade.
“Para o crescimento ser o mais sadio possível, se o filhote estiver em local sem estímulos para se exercitar, convém motivá-lo com brincadeiras — na juventude a raça é bem mais ativa do que quando adulta”, comenta Fábio Marcondes.
“Para exercitar o Dogue de Bordeaux adulto, é suficiente deixá-lo solto num quintal ou, se ele viver dentro de casa, caminhar com ele respeitando sempre a capacidade física, que pode ser bem baixa se não tiver condicionamento”, comenta Cristina. “É um cão pesado, com cânulas nasais curtas, o que o torna sensível ao calor intenso e exercício puxado”.
O Dogue de Bordeaux não é fujão e seus latidos só são ouvidos ocasionalmente, diante de situações especiais, como quando alguém mexe no portão.
A cor da raça é fulva (amarelo tostado), podendo variar da tonalidade acaju (castanho-avermelhado, semelhante à cor do mogno) até a isabela (entre branco e amarelo), menos apreciada. Manchas brancas podem ocorrer no peito e nas patas, desde que sejam pouco extensas. Alguns exemplares têm máscara, a qual pode ser vermelha ou preta (essa última é mais rara).

FICHA DA RAÇA

Outros nomes: Mastim de Bordeaux, French Mastiff e Dogue de Bordéus.

Classificação CBKC/FCI: Grupo 2, Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas; seção Molossóides.

Usos: no passado caçou animais de grande porte, foi boiadeiro e cão de combate, enfrentando cães, lobos e ursos. Atualmente faz guarda, defesa e companhia.

Porte: altura da cernelha — 60 a 68 centímetros (machos e fêmeas). Peso — machos: mínimo de 50 quilos; fêmeas: mínimo de 45 quilos .

Pelagem: curta, fina e de textura macia.

Ambiente ideal: externo ou interno.

Exercício: ficar solto no quintal ou caminhar 40 minutos por dia.




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