MALTÊS: PEQUENO NOTÁVEL

  Branco como a neve, esse gracioso cão italiano é um sucesso crescente no nosso país.
Saiba em detalhes como é conviver com ele.

Vivendo um período de glória no Brasil, o Maltês vem conquistando espaço cada vez maior na cinofilia nacional.
Em 1996, entrou para o grupo das vinte raças com mais nascimentos registrados ao ano. Em 1999, estava entre as 15.
Em 2000, já estreava no concorrido rol das dez mais. De lá para cá continua caminhando rumo ao topo .
E tem mais: é aqui, em plena cinofilia verde-amarela, que o alvo cãozinho desfruta hoje sua mais prestigiada posição na criação mundial.
Os dados das maiores e mais importantes cinofilias do globo atestam: somente no Brasil o Maltês tem um posto entre as dez raças mais registradas, somente no Brasil ele representa
quase 4% do total anual de nascimentos de todas as raças (veja quadro Volta ao Mundo).

Quais as causas de tanto sucesso? Embora nem sempre sejam totalmente claros os motivos que regem a ascensão das raças caninas, no caso do Maltês há condições bastante favoráveis ao seu estrelato.
A começar pelo próprio tipo físico da raça: o porte diminuto facilita o transporte, o manuseio e é sinônimo de adequação a qualquer tamanho de moradia, inclusive as bem pequenas e sem área livre - experimentadas cada vez mais pelo povo brasileiro.
A aparência peluda e a cor branca também são características muito apreciadas pelo público para pequenos cães de companhia e, em geral, fazem mais sucesso do que pelagem curta e cores escuras.

Junte-se a isso a brecha que tem aparecido no setor dos chamados cãezinhos de luxo com o declínio de popularidade das variedades menores de Poodle, até há pouco tempo o cão mais procurado do gênero no País. O fato é que a má fama amargada hoje pelo Poodle (não porque ele em si seja ruim, mas porque há muitos exemplares com desvios de temperamento no mercado)
parece estar alavancando o crescimento de raças, digamos, concorrentes, como o Yorkshire e o próprio Maltês.

A maior divulgação da raça na mídia é outro fator que contribui para sua popularização.
Deixou de ser raridade folhear revistas semanais e encontrar famosas, como Elianas e Galisteus, acompanhadas de seus emperiquitados Malteses.
Razões do sucesso à parte, essa pequenina raça de origem italiana é cada vez mais o cão do desejo do brasileiro. "
De uns anos para cá, recebo mais telefonemas de gente interessada em Maltês do que em Poodle; antes era o inverso", compara a criadora de ambas as raças Luizinha Anita Michels,
do Rio Grande do Sul. "É nitidamente crescente o número de pessoas buscando informação sobre o Maltês,
sobretudo sobre seu temperamento e estilo de nos fazer companhia", observa a paulista Guga Vinci Barranqueiras, criadora há 16 anos.


SOCIÁVEL

Afetuoso com todos os familiares, o Maltês é daqueles que festejam cada um dos moradores da casa e que fazem questão de estar próximos das pessoas.
E quase sempre há alguém eleito como dono principal.
"Esse alguém é o mais festejado e o mais freqüentemente seguido pelo cão", comenta a carioca Iacy Giffoni Moura, criadora há 19 anos.
É, o Maltês faz o estilo sombra e é um legítimo cão de colo.
"Se os exemplares da raça pudessem escolher, não sairiam de perto de seus donos e, de preferência, ficariam em cima deles", diverte-se Katia Fernandes Araújo, de São Paulo, criadora há 13 anos.
"Taí cachorro que gosta de contato físico; eles adoram um cafuné e vivem pedindo um colinho", conta Anita.
"Ficam no chão sobre duas patinhas olhando para a gente como se implorassem para ser carregados e, uma vez em nossos braços, podem passar o dia assim", concorda Iacy.

Sociável por excelência, o Maltês é gentil até mesmo com quem não conhece.
"Costuma dar uns latidos quando chegam visitas, mas é apenas para anunciar as boas-vindas, porque imediatamente recepciona a pessoa com abanos de cauda e pulinhos de alegria", descreve Katia.
"São excelentes anfitriões; festejam todos que chegam e até pedem colo aos visitantes", acrescenta Anita.
Só há uma circunstância em que um Maltês pode querer se ver livre da companhia humana: na presença de crianças que não saibam lidar bem com cães ou que estejam agitadas demais a ponto de fazer com que se sintam ameaçados.
"Os exemplares da raça, em geral, se dão muito bem com a garotada, mas se a brincadeira extrapolar ou se as crianças não souberem respeitar os cães, aí eles desaparecem do recinto", diz Guga. E, embora seja raro, se um Maltês for muito incomodado por uma criança, é possível que rosne e até que a morda.

O relacionamento com outros cães também costuma ser pacífico. "Os Malteses convivem muito bem entre si", garante Katia. Até mesmo exemplares machos, que em muitas raças brigam pela disputa de liderança, tendem a se aceitar amigavelmente. "No que depender do Maltês, a relação com cães de outras raças também será sempre agradável", comenta Anita.
Quanto ao convívio com gatos e outros animais de estimação, a dica é habituar o Maltês a eles desde cedo. Do contrário, pode estranhá-los.


Uma raça muito antiga e admirada, os pintores renascentistas já os pintavam ao lado das grandes damas da corte.
Há divergências quanto a sua origem, muitos dizem que ele veio da ilha de Malta por isso seu nome Maltes.
Admirados por seu temperamento, porte, espertos, brincalhões, inteligentes, dóceis e amigos.
Não existem malteses micro, mini ou zero, esses termos são totalmente rejeitados por bons criadores.
 Para conferir o padrão da raça entre no site oficial da CBKC, veja padrões grupo 9.
O maltes não possui subpelo, possui um pelo sedoso, branco, longo que requer muito cuidado, carinho e paciência.

 
 
em@il: PETBRAZIL