Aartista plástica Sandra Guinle, casada com o atual secretário de turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Guinle, decidiu comprar um casal de malteses porque,
como ela mesma diz, sonhava em ter "cães pequeninhos que pudessem ficar sempre no nosso colo". Assim chegou nick, hoje com 4 anos, e depois jasmin, com quase 2.
"O Maltês é uma raça sem igual. O que mais me chama atenção nela é o companheirismo. Aonde eu vou, os meus dois exemplares vão atrás.
Fazem questão de estar perto da gente, sobretudo de mim, que dou mais atenção a eles.
Quando fico o dia todo pintando no ateliê de casa, passam o dia comigo. E quanto mais próximos estiverem, melhor.
Nick, embora goste de colo, até se contenta em permanecer no chão, desde que seja 'colado' aos meus pés. Já Jasmin não troca o colo por nada.
Fica andando em pé, sobre duas patinhas, até eu pegá-la. Se estou no computador ou vendo TV, pode estar certo: ela está em cima de mim.
Imagine: cheguei a comprar uma bolsa especial para carregar cachorro só para poder pintar com ela a tiracolo.
Mas não deu certo; eu morria de calor. Agora, ou coloco-a no colo ou numa banqueta próxima a mim.
Os dois também dormem na minha cama. No começo, meu marido implicou um pouco com isso. Mas não teve jeito.
O Nick ficava raspando a cama com as patinhas e olhando com ar tristonho para José Eduardo. Acabou vencendo.
Como de tão pequenos não conseguem subir sozinhos na cama, encostamos nela um bicho de pelúcia bem grande, para servir de escadinha.
Também são meus parceiros quando saio de carro. Um deles sempre vai comigo quando busco minha filha, Maria Isabel, na escola.
A Bel tem 5 anos e se dá muito bem com os cachorros. Sempre conversei com ela sobre a maneira correta de tratá-los.
O máximo que faz é colocar roupinha e chapeuzinho neles, mas tudo com delicadeza. Sem importuná-los.
A única vez que tive um problema relacionado ao convívio dos Malteses com crianças foi com uma amiguinha da Bel, que insistiu em tirar um biscoito da boca do Nick e acabou mordida.
Eu tinha avisado diversas vezes para a menina não fazer aquilo, mas sabe como é criança. Ainda bem que não aconteceu nada de grave. Só machucou um pouquinho.
Tanto Nick como Jasmin dão claras demonstrações de esperteza. Ele, sempre que o pote de água se esvazia, sai carregando-o pela casa, para alguém resolver a questão.
Ela, só de perceber que o carro em que está chegou na rua do lugar onde toma banho, já se esconde debaixo do banco.
Ambos também são bem-comportados. Nunca estragaram nenhum móvel ou objeto da família.
Quando eram filhotes e ameaçavam aprontar alguma arte, eu sempre estava por perto para impedi-los e educá-los. Também não foi difícil condicioná-los a fazer suas necessidades sempre no jardim.
Em poucos meses, aprenderam.
Apenas quando compramos uma Golden Retriever, a Amber, eles ficaram um pouco enciumados e, durante alguns dias, fizeram xixi no lugar errado só para chamar nossa atenção.
A crise passou logo, pois viram que não seriam preteridos. Embora a gente adore a golden, é uma cadela grande, que vive exclusivamente na parte externa da casa.
Já os malteses compartilham da nossa intimidade. Vivem conosco o tempo todo, seja dentro ou fora da casa. São verdadeiros membros da família.
Os filhos do primeiro casamento do José Eduardo, volta e meia, até trazem presentinhos para eles."
MALTESES COMO FILHOS
O casal de advogados Miriam Luiza Soares Vieira frota e José Carlos frota, do Rio de Janeiro,
não tem filhos, mas são verdadeiros pais para os dois malteses que adotaram: nokia, de 6 anos, e pit baby, de 2.
"O temperamento desses cães é mesmo fantástico. São extremamente companheiros. Gostam de ficar encostados na gente; se possível, no nosso colo.
Eles nos acompanham em quase todos os lugares. Dormem conosco e até viajam conosco.
Por isso, nós só nos hospedamos em hotéis que aceitem cachorros. Como as companhias aéreas, em geral, permitem apenas um cão por cabine, chegamos a pegar vôos separados só para que os dois possam ir com a gente, em vez de despachados como carga viva.
E caso não dê para levá-los na viagem, contratamos uma pessoa para ficar em casa, no papel de 'babá' canina.
É que José Carlos não gosta da idéia de deixá-los num canil. Eles podem estranhar e ficar estressados. Não há como negar que ambos são bastante mimados, especialmente Nokia.
É que ela já era do meu marido antes de nos casarmos. Era uma espécie de filha única dele.
José Carlos até brincava que Nokia era sua herdeira e que deixaria tudo para ela em testamento.
Aí ele me deu de presente o Pit Baby e, depois de algum tempo, nos casamos.
Só que no período em que Nokia morava sozinha com meu marido, ele a deixava fazer de tudo.
Nunca nem sequer exigiu que fizesse xixi num mesmo lugar. Então já viu! Eu não posso nem dar bronca nos cachorros quando erram.
Ele não deixa. Se eu brigo com a Nokia ou com o Pit porque um deles fez xixi no tapete, José Carlos pega o cachorro no colo e fala 'não liga para ela, não. Faça xixi onde você quiser'.
Depois olha para mim e fala coisas como 'vou comprar um tapete só para os cachorros usarem' ou 'o que você quer, hein?, que usem o vaso sanitário e ainda puxem a descarga?!'.
O resultado é que até o Pit, que antes fazia suas necessidades no local certo, agora erra.
Mas, fora isso, eles são supercomportados. O pit, quando era filhotinho, até roeu algumas coisas, mas nada de mais.
Em pouco tempo, parou totalmente. Nokia nem isso. O maltês realmente é um cão pouco destruidor.
E como são sabidos. Só de verem um de nós se vestindo para sair, correm para o quartinho de empregadas, onde suas coleiras ficam penduradas, e começam a chorar olhando para elas.
É a maneira como nos dizem que querem ir com a gente.
Outra característica encantadora da raça é a receptividade às pessoas em geral.
Eles adoram todas as visitas. Nokia vai logo pedindo colo. São amigáveis até com crianças.
Tenho uma sobrinha de 8 anos e outros parentes ainda pequenos, que, quando nos visitam, sempre ficam brincando com os cachorros.
O máximo que nossos malteses fazem, quando cansam da agitação da garotada, é abandonar o recinto.
Pelo menos, nunca aconteceu nada que os fizesse reagir de forma mais agressiva. Também considero uma virtude dos dois não serem muito barulhentos.
Eles até latem quando toca a campainha ou se escutam algo diferente. Mas não é um escândalo. Dão alguns latidos, a gente manda parar, e pronto, ficam quietos."