A comerciante Maria Filomena Braga mora em um apartamento em São Caetano, SP, com o marido, Délcio Oliveira, a fi lha, Luana, de 9 anos, e quatro Yorkies. Os veteranos da turma canina são o macho Pygmy, de 4 anos, e a fêmea Polly, de 2. Os novatos, fi lhos do primeiro casal, são Jade e Nickle, que completam 1 ano em outubro.

“O Yorkie, além de bonito, é um cachorro portátil. Quando tínhamos apenas o Pygmy, eu o levava na bolsa para passear no shopping. Hoje, como são quatro, não faço mais isso. Mas o forte da raça é o temperamento. São cães muito companheiros. Todos me escolheram como dona principal, já que eu que cuido deles. Vivem disputando meu colo. Sentem ciúme um do outro. Se pego o Pygmy, a Polly late. No começo, o Pygmy também tinha ciúme da minha filha. Quando Luana estava no meu colo, ele, de birra, fazia xixi nos brinquedos dela. Também lhe deu uns chega pra lá. Mas nada sério. Hoje, a relação é ótima. Luana brinca muito com os cães. Ela é jeitosa, não os submete a nenhum abuso. Mas eu conversei bastante com ela sobre a delicadeza dos cães e monitorei de perto a relação. Também fazem muita companhia para meu marido. Quando ele vai à padaria, leva dois dos cachorros. Aliás, os cães nos acompanham até nas viagens para a praia. A presença deles alegra o ambiente. São ativos e brincalhões. Ou brincam entre si ou se divertem sozinhos, com bolinhas e brinquedinhos, ou ainda nos convidam para participar. E são obedientes. De vez em quando, até aprontam alguma arte. É a forma de protestarem, mas só acontece em situações especiais, como se ficarem sozinhos por muito tempo. Nesses casos, podem destruir uma planta ou o rolo de papel higiênico. Demonstram grande esperteza. Se faltar água na vasilha deles, avisam latindo. Se querem um ossinho, ficam olhando fixamente para o armário onde sabem que guardamos as coisinhas deles. Quando toca o interfone, correm até mim e até o interfone várias vezes. Basta eu atender, que já correm para a porta esperando a visita. Para gente conhecida, fazem a maior festa. Mas, diante de desconhecidos, ficam desconfiados e latem sem parar. Preciso conversar com eles, falar que está tudo bem. Aí cheiram a pessoa e se aquietam. Latir é um hábito deles. Até o barulho de um vizinho no corredor é motivo para escândalo. Eu, pessoalmente, não me incomodo com isso. Mas quem não gosta de latido não deve ter um Yorkie. Quanto aos cuidados, todos vão ao pet shop uma vez por semana. Lá tomam banho, passam por limpeza de ouvidos, escovação de dentes e, quando necessário, por corte de unhas e tosa higiênica. Ainda assim, eu escovo o pêlo deles em casa a cada dois ou três dias. Os dois mais novos estão com a pelagem mais curta. Os outros têm pelagem mais longa, mas não até o chão. Dou atenção especial à alimentação. Se comerem guloseimas, passam mal. O Pygmy, por ser o primeiro, acabou sendo mais mimado.

No começo, a gente vivia dando petiscos. Mas ele volta e meia vomitava e tinha diarréia. Então, proibi o pessoal de dar qualquer alimento que não a ração. E também troquei de marca. Passei a comprar a da Royal Canin específica para a raça. Notei diferença. A pelagem melhorou e as fezes ficaram menos malcheirosas. São cães bastante saudáveis. Em geral, só vou ao veterinário para vaciná-los. O Pygmy já teve otite. Os outros não. A Polly, quando foi ter a ninhada, precisou de cesárea. Não tinha abertura sufi ciente para os filhotes passarem. Ela pesa apenas 1,5 quilo. O Pygmy, que é pai da ninhada, tem 1,7 quilo. Como são cães muito pequenos, tomo várias providências para camas para  evitar que caiam. Nos sofás, três deles conseguem subir e descer sozinhos. Mas o Pygmy não. Por isso, ele só sobe quando eu o pego. Mas não o deixo em cima sem a companhia de alguém.”

Prós e contras
Por que ter? • Por ser portátil- • Por ser companheiro- • Por ser alegre e brincalhão
Quem não deve ter • Quem não gosta de latidos- • Quem não pode cuidar da pelagem
Prós e contras/Por que ter? • Por ser longevo - • Porque a maioria dos males de saúde é contornável
Quem não deve ter • Quem tem crianças pequenas - • Quem tem cães grandes - • Quem não tem tempo para o cão

Enfoque médico“Não vejo motivos de saúde para não optar por um Yorkie”

Veterinário há 26 anos, Armando Antunes estima ter atendido em torno de 2 mil Yorkies e tem como clientes fixosos cães de cinco canis da raça. Proprietário da Clínica 4 Patas, de Jundiaí, em São Paulo, Antunes conversou com Cães & Cia sobre a saúde desse pequeno terrier.
“O Yorkie é um cão longevo. Em geral, vive de 12 a 15 anos. E costuma ser bastante saudável. Os problemas de saúde que aparecem, na maior parte das vezes, são contornáveis clinicamente. Os que mais vejo são dentição dupla nos caninos, tártaro, otites e males dermatológicos. O primeiro é resolvido com a extração dos dentes que não caíram. O segundo com escovações dentárias regulares ou com limpeza profissional feita por veterinários. Quanto às enfermidades de ouvido e pele, acredito que 70% delas ocorram por erro de manejo. Deixar que entre água no ouvido durante o banho, nunca limpar a região e efetuar limpezas muito profundas do canal aditivo estão entre as causas mais comuns das otites. Quanto às dermatites, freqüentemente são deflagradas por excesso de banho, uso de água e secador quentes demais, xampus de baixa qualidade, assim como por deixar o cão úmido, permitir que tenha contato com produtos de limpeza e não escová-lo regularmente. Tudo isso é facilmente evitável. Basta o dono ser cuidadoso. Outro motivo que pode gerar males de pele é a alimentação. O Yorkie é predisposto a sensibilidade alimentar. Principalmente no primeiro ano de vida. O ideal é não oferecer guloseimas a ele e optar por rações de boa qualidade. Se possível, uma superpremium. Tenho visto bons resultados com a específica para a raça da Royal Canin. A pelagem dos cães alimentados com ela fica melhor, e o volume e odor das fezes diminuem. Yorkies que comem rações de primeira linha sofrem menos de intolerância alimentar, que são as chamadas gastroenterites, também comuns na raça e caracterizadas por vômitos e diarréias.
O Yorkie, como qualquer raça canina, também é sujeito a alguns males de origem genética. A luxação da patela (deslocamento do joelho) é o mais freqüente. Pode ser desencadeado por fatores ambientais, como excesso de esforço físico, a exemplo de saltos ou passeios prolongados. Mas o problema não costuma ser grave e, às vezes, até se corrige O Yorkie, como qualquer raça canina, também é sujeito a alguns males de origem genética. A luxação da patela (deslocamento do joelho) é o mais freqüente. Pode ser desencadeado por fatores ambientais, como excesso de esforço físico, a exemplo de saltos ou passeios prolongados. Mas o problema não costuma ser grave e, às vezes, até se corrige espontaneamente. A melhor forma de evitar problemas hereditários é comprando o cão em canis de qualidade, onde portadores são afastados da procriação. Além da luxação da patela, há algumas cardiopatias, necrose da cabeça do fêmur, hipotireoidismo e catarata. Mas não são tão incidentes assim e muitas vezes têm solução clínica. Certos males neurológicos, como a hidrocefalia, também aparecem na raça. Neste caso, sobretudo nos exemplares muito miniaturizados. Por isso, não se deve privilegiar Yorkies muito pequenos, e a criação séria sabe disso e evita produzi-los. Comparado às raças em geral, dou nota 8 para a saúde dele. É uma nota alta. Não vejo motivos de saúde para não optar por um Yorkie. Mas, devido ao porte pequeno e, conseqüentemente, frágil, não o indico para quem tem crianças pequenas ou cães grandes. Um tranco ou queda podem machucar seriamente e até matar um Yorkie. Quanto a cães de outras raças, noto que o Yorkie não é dos mais sociáveis com eles. Por isso, se forem de grande porte, eventuais discórdias podem pôr em risco a integridade física do Yorkie. Por fi m, quem não tem tempo ou paciência para oferecer os cuidados que a raça requer ou mesmo para interagir com ela, já que o Yorkie precisa da companhia dos donos para ser feliz, também não deve escolhê-lo.”





CANIL JEALOUSTOY a -

miniaturização-cópia de texto do site do cachorro
,Na busca por um novo companheiro da raça Yorkshire Terrier, há uma verdadeira corrida pelo exemplar menor. A maioria das pessoas desconhece como pode ser grande a diferença de convívio determinada por tamanhos diferentes. 
O padrão oficial da raça, publicado pela Confederação Brasileira de Cinofilia, filiada à Federação Cinológica Internacional, estabelece que um Yorkie adulto deverá ter o peso maximo de 3,150kg, sem estabelecer peso mínimo.
Para atender à procura, o Yorkie acabou subdividido em denominações não reconhecidas oficialmente pela Cinofilia. 
Nos anúncios de venda, os nomes mini, micro, zero ou anão são geralmente atribuídos para exemplares com o peso abaixo de 1,5kg. Essa classificação decorre da diferença de peso e tamanho facilmente perceptível entre Yorkies, além das variações comportamentais tornarem-se mais óbvias à medida que o porte diminui.
Isso é muito preocupante. Embora não se determine limite mínimo de peso, é sabido que exemplares com menos de 1.5kg tem maior tendência a desenvolver uma série de problemas, a começar pela extrema fragilidade física. As fêmeas miniaturizadas nem sequer conseguem ter partos normais, requerendo cesarianas. Além disso os cães frequentemente apresentam moleira aberta, epilepsia, hidrocefalia e várias caracteristicas de nanismo, como cabeça abobadada e olhos redondos demais. Na verdade, dificilmente um Yorkie miniaturizado tem aparência bonita e saudável. Em geral, é desproporcional.
Quem procura por esses exemplares minúsculos é tão responsavel pelo problema quanto quem o produz. Hoje já há informação suficiente para que todos saibam que a miniaturização do Yorkie assim como de qualquer raça é extremamente prejudicial à saúde dos cães. Não há justificativa para estimulá-la. O consumidor precisa ser consciente. Por mais que achem encantador um cãozinho miniaturizado, não deve comprá-lo. Do contrário está contribuindo para que criadores inescrupulosos os continuem produzindo.
É claro que as vezes, mesmo numa criação séria e planejada nasce um filhote ou outro menor do que o ideal, mas estes devem ser afastados da procriação caso sua caracteristicas fujam do padrão da raça.
No Brasil, a questão da miniaturização é tão grave que criadores sérios não estão conseguindo competir com os termos mini, micro, zero e anão.
Tudo isso acaba gerando resultados nocivos. Muitos que se dizem "criadores", a fim de atender a demanda, tentam conseguir exemplares cada vez menores. O resultado é o nascimento de cãezinhos tão frágeis que exigem tratamento diferenciado. Esses exemplares começam a ter as características da raça diluídas. Os exemplares saem disformes e podem até ser classificados como verdadeiras aberrações. E esse tipo de ocorrência é observada na maioria das vezes.
Lembre-se: A criação oficial não gera, não gosta e não usa os termos anão, micro ou mini.
Sei que lancei um assunto muito polemico e sei que vou contrariar muita gente.
Como uma das raças que crio,yorkshire,vem sofrendo um surto de miniaturização,acho que nós criadores responsáveis e dedicados a manter o padrão das raças,devemos sempre que procurados esclarecer os maleficios da miniaturização as pessoas que nos procuram,alertando para os problemas que podem advir desses cruzamentos indesejáveis.
Recebo diariamente telefonemas querendo york cada vez menores e recebo também telefonemas de pessoas que adquiriram os mini,micro e zero,se queixando de fraturas,desvios de conduta e até a morte precoce do animal.É um caso de responsabilidade principalmente quando envolve crianças que passa a lidar com o sentimento de perda muito cedo. Main
Cães Pequenos
Existem cães pequenos que vem de pais pequenos,saudáveis e que tem uma vida normal.O que não pode nem se deve fazer ,são cruzamentos indesejáveis,fechando a linha de sangue,porque os defeitos e as qualidades vão se acentuando cada vez mais.
No caso de defeitos,problemas de saúde,desvios de comportamento,fragilidade excessiva,podem ser observada nos cães e devemos evitar os acasalamentos.Para que tudo ocorra bem temos que conhecer a genética dos descendentes e ai sim fazer um acasalamento responsável,a fim de evitar verdadeiras aberrações que observamos por ai.Não sou contra cães pequenos,eu mesma tenho cães pequenos,fruto de acasalamentos de cães com linha de sangue completamente diferente,sem parentesco por parte de mãe e de pai.
O que devemos é ter critério e não partir para miniaturizar as raças indiscriminadamente,visando apenas o lado comercial.

Agradecimento: Obrigado Canil Jealous Toy, pela participação no site petbrazil.

 
 
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