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CÃO DE
CASTRO LABOREIRO

Raça rara, desconhecida e
escassa. Assim tem sido a trajetória do Cão de Castro
Laboreiro. Nativo de uma pequena vila no norte de Portugal conhecida pelo
nome de Castro Laboreiro, lá ele surgiu e por lá ainda vive
a maioria dos exemplares da raça.
Utilizado para proteger o
gado e as propriedades, ficou por muito tempo isolado em sua vila natal
por causa das péssimas condições das estradas que a
ela conduziam.
Foi só no início da década de 70,
com a melhoria dos caminhos de acesso à região, que a raça
começou a ser introduzida em outras localidades portuguesas.
Mas, mesmo assim, ainda não conseguiu atingir uma situação
segura.
"Por enquanto os poucos criadores que existem são
de Portugal e o reduzido plantel da raça nos preocupa", diz a
portuguesa Inês Braga, secretária do Clube do Cão de
Castro Laboreiro, fundado em 1990 com o objetivo de preservar a raça
e lutar pelo seu desenvolvimento mundial.
"A maioria dos
exemplares do Castro Laboreiro é parente próxima e no norte
de Portugal, ainda que seja raro, também está ocorrendo
mestiçagem", conta ela.
"Mas acreditamos nesse cão,
pois tem uma aparência agradável, é obediente,
protetor, disposto à atividade e muito afetuoso com as pessoas da
família", enumera Inês.
Altura: 52 cm a 60 cm. Peso: 23 kg a
34 kg. Cores: "cores de lobo".
Ou seja, cinza, com riscas
escuras, amarronzadas ou avermelhadas.
Pelagem: curta. Entidade que o
reconhece: FCI. No Brasil: não há notícias da raça.
PARA SABER MAIS
Clube: Clube do
Cão de Castro Laboreiro. Tel. (00XX351) 919-230109.
Internet: http://www.cpc.pt
CÃO FILA
DE SÃO MIGUEL

Reconhecido há menos de cinco
anos pela Federação Cinológica Internacional (FCI), o
Cão Fila de São Miguel está, pouco a pouco, ganhando
espaço em seu país de origem. Hoje, já é a
terceira raça portuguesa com maior número de nascimentos
registrados ao ano.
Em 1998, foram quase 600. Usado originariamente
como boiadeiro e guarda de propriedades na Ilha de São Miguel, a
maior do Arquipélago dos Açores, esse cão de porte médio-grande
é cada vez mais apreciado pelas suas virtudes de guardião.
"No
temperamento, ele se assemelha ao Rottweiler; aceita a presença de
estranhos que se mostrem amigáveis com os donos, mas, caso julgue
que os estão ameaçando ou a sua propriedade, reage de
maneira agressiva, podendo atacar", ilustra a vice-presidente do
Clube do Cão Fila de São Miguel, em Portugual, Maria de Fátima
Mendes Cabral.
"Graças às suas habilidades,
policiais da Guarda Nacional já estão começando a
utilizar a raça para patrulhamento nas cidades e estádios de
futebol", conta ela.
Altura: 48 cm a 60 cm. Peso: 20 kg a
35 kg. Cores: fulvo; amarelo; cinzento. Pelagem: curta Entidade que o
reconhece: FCI. No Brasil: não há notícias da raça.
PARA SABER MAIS Clube: Clube do Cão
Fila de São Miguel. Tel. (00XX35196) 28-1883. Internet: http://www.geocities.com/Heartland/Plains/7556
Agradecemos aos entrevistados. Reportagem: Rodrigo Flores
(Coordenação: Flávia Soares). Texto e Roteiro: Flávia
Soares. Revisão técnica (secretariada por Fabio Bense):
feita pelo respectivo entrevistado de cada raça.
Responsável pelo Site Cães & Cia
OnLine:InterCat
Fotose matéria: Arquivo Cães & Cia

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