Uma Sonhada Mascote

Molly é a coelhinha da raça Mini Lop de
Patrícia Tona de Lucas, jovem pré-adolescente que queria,
porque queria, um bichinho de estimação.
A mãe
proibia e argumentava: "Animais têm cheiro, dão trabalho
demais, exigem cuidados demais.
" Mas a menina se encantou por um
Coelho, e os argumentos da mãe foram derrubados
"Sempre quis ter um bicho, mas nunca tinha
conseguido. Minha mãe não deixava de jeito nenhum. Dizia que
faziam sujeira, que exigiam muita atenção e muito trabalho.
Mas eu tenho uma amiga que sempre teve Coelhos. Toda vez que ia à
casa dela, eu via que eles eram limpinhos e quase não davam
trabalho.
Além de tudo, eram lindos. Um dia, por coincidência,
eu vi nas bancas uma Cães & Cia que tinha matéria
de Coelhos.
Comprei e fui mostrar para o meu pai. Ele viu que eram fáceis
de cuidar, que não eram sujos, e me ajudou a convencer a minha mãe.
Foi difícil ela dar o braço a torcer.
Mas a gente
insistiu. Fiquei falando que era um bicho pequeno, que não fazia
nada de barulho, que era superfácil de tratar etc. Minha mãe
acabou cedendo.
Aí saí para comprar o Coelho com o meu
pai. Foi em dezembro do ano passado. Escolhi uma fêmea, da raça
Mini Lop, que tem orelhas caídas e é muito fofa. Chamei-a de
Molly.
Quando voltamos para casa, minha mãe a achou bonitinha.
Hoje, ela admite que a Coelhinha é limpa e nem dá trabalho.
E é verdade. Só eu cuido de Molly.
Basta trocar o
jornal da gaiola todos os dias e colocar água e ração.
De tão limpa que é a Molly, quase não preciso
limpar as grades da gaiola. O dia-a-dia com a minha Coelha é muito
legal. Sempre que chego da escola, solto-a no jardim. Ela adora carinho.
Molly me reconhece.
Quando me vê, vem correndo para perto de
mim. E ela só faz isso comigo. A gente brinca até de
pega-pega. Saio correndo e a Molly vem correndo.
Foto: Paulo Fasanella/Luis
Prop: Arquivo Cães & Cia


|